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A ALMA DOS DIFERENTES.

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 "A alma dos diferentes é feita de uma luz além. Sua estrela tem moradas deslumbrantes, Que eles guardam para os poucos capazes de senti-Los e entende-Los. Nessas moradas estão tesouros da ternura humana dos quais só os diferentes são capazes. Não mexa com o amor de um diferente. A menos que você seja suficientemente forte para suporta-lo depois". Artur da Távola(1936-2008).

CÂNTICO NEGRO

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Cântico negro “Vem por aqui” — dizem-me alguns com olhos doces, Estendendo-me os braços, e seguros De que seria bom que eu os ouvisse Quando me dizem: “vem por aqui”! Eu olho-os com olhos lassos, (Há, nos olhos meus, ironias e cansaços) E cruzo os braços, E nunca vou por ali…  A minha glória é esta: Criar desumanidade! Não acompanhar ninguém. — Que eu vivo com o mesmo sem-vontade Com que rasguei o ventre a minha Mãe Não, não vou por aí! Só vou por onde Me levam meus próprios passos… Se ao que busco saber nenhum de vós responde Por que me repetis: “vem por aqui!”? Prefiro escorregar nos becos lamacentos, Redemoinhar aos ventos, Como farrapos, arrastar os pés sangrentos, A ir por aí… Se vim ao mundo, foi Só para desflorar florestas virgens, E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada! O mais que faço não vale nada. Como, pois, sereis vós Que me dareis machados, ferramentas e coragem Para eu derrubar os meus obstáculos?… Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós, E vós amai...

HÁ 25 ANOS A REVISTA PLAYBOY LANÇOU UMA POLÊMICA CAPA NATALINA.

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  Nesse ano de 2025   em que a marca da revista Playboy, comemoraria 50 anos se ainda estivesse operando em solo brasileiro. Aproveitar para recordar e   comentar aqui sobre o fato que ocorreu quando   ela lançou a   pitoresca capa   natalina com o Papai Noel que foi bastante polêmico, isso fez a revista sofrer uma ameaça de censura, quando já a fase da repressão da Ditadura já tinha chegado ao fim.    A ex-dançarina do É O Tchan na polemica  capa natalina da Playboy de Dezembro de 2000.  Para compreender melhor vamos entender o contexto.   Esta revista   que sempre se caracterizou por estampar em sua capa mulheres peladas   desde   as mais lindas ou mesmo não tão lindas beldades brasileiras, das atrizes da Globo, passando pelas   tops models   internacionais, cantoras, ou até mesmo celebridades instantâneas como as de   reality show dentre outras. Resolveu aproveitar   o clima natalino par...

NUA, de Saul Dias

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  NUA, de Saul Dias * . I Nua como Eva. A cabeleira beija-lhe o rosto oval e flutua; o corpo é água de torrente... . Eva adolescente, com reflexos de lua e tons de aurora...! . Roseira que enflora...! . Desflorada por tanta gente... II Teu corpo, mal o toquei... . Só te abracei de leve... . Foi todo neve o sonho que alonguei... . Asas em voo, quem, um dia, as teve? . Os sonhos que eu sonhei! . III Jeito de ave e criança, suave como a dança do ramo de árvore que o vento beija e balança! . Nave de sonho no temporal medonho silvando agoiro! . Quem destrançou os teus cabelos de oiro? . IV Corpo fino, delicado, sereno, sem desejos... . Tão macio, tão modelado... . Beijos... Beijos... Beijos... . V No meu sono ela flutua a cada passo... . Nua, riscando o espaço numa névoa de outono... . Apenas nos cabelos um azulado laço... . E assim enlaço a imagem ...

PROFESSORA EDNA KRAPABELL PELADA

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POEMA DE CAIO FERNANDO ABREU

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  'Um café e um amor, quentes por favor! Sem excessos de doçura ou amargura forte doce... que ambos façam meu coração acelerar que me mantenham vivo ... Um café e um amor, quentes por favor! Para acalmar nos dias frios para dar colo quando as coisas estiverem por um fio E que nunca tenham gosto de ontem nem anseiem pelo amanhã que me façam feliz agora que me abracem pela manhã.' (Caio Fernando Abreu).

A NUDEZ NO POEMA DE PEDRO HOMEM DE MELLO

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  Noite. Fundura. A treva E mais doce talvez... E uma ânsia de nudez Sacode os filhos de Eva.         Não a nudez apenas Dos corpos sofredores Mas a das almas plenas De indecisos amores.           A voz do sangue grita E a das almas responde! Labareda infinita Que nas sombras se esconde.                 Mas quase sem ruído, Na carne ao abandono O hálito do sono Desce como um vestido...