Postagens

Mostrando postagens de setembro, 2025

POEMA DE CAIO FERNANDO ABREU

Imagem
  'Um café e um amor, quentes por favor! Sem excessos de doçura ou amargura forte doce... que ambos façam meu coração acelerar que me mantenham vivo ... Um café e um amor, quentes por favor! Para acalmar nos dias frios para dar colo quando as coisas estiverem por um fio E que nunca tenham gosto de ontem nem anseiem pelo amanhã que me façam feliz agora que me abracem pela manhã.' (Caio Fernando Abreu).

A NUDEZ NO POEMA DE PEDRO HOMEM DE MELLO

Imagem
  Noite. Fundura. A treva E mais doce talvez... E uma ânsia de nudez Sacode os filhos de Eva.         Não a nudez apenas Dos corpos sofredores Mas a das almas plenas De indecisos amores.           A voz do sangue grita E a das almas responde! Labareda infinita Que nas sombras se esconde.                 Mas quase sem ruído, Na carne ao abandono O hálito do sono Desce como um vestido...

AS TRÊS GRAÇAS

Imagem
  “As Três Graças”, de Antonio Canova, (1815-17), na Galeria Nacional Escocesa, Edimburgo. Esta célebre escultura representa Eufrosina, Aglaia e Thalia, as três filhas de Zeus e Eurionême, segundo a mitologia grega. As Três Graças estão associadas a Afrodite (Vênus) e personificam qualidades como amizade compartilhada, castidade, beleza e amor. Tradicionalmente, as Graças eram representadas em um arranjo mais estático, com uma das irmãs voltada para o lado oposto das outras. Em vez disso, Canova concebeu um grupo unido por poses e olhares complementares, braços entrelaçados e um drapeado impecavelmente esculpido. O Duque e a Duquesa de Bedford encomendaram o grupo a Canova em Roma, em 1815. Concluído em 1817, foi instalado no Templo das Graças, construído especialmente para esse fim, na Abadia de Woburn, a residência de campo dos Bedford nos arredores de Londres. Observe os botões de latão em cada lado da base. Isso permitiu que a peça fosse girada para que a parte traseira p...

A HISTÓRIA DA BUNDA

Imagem
Os responsáveis pela bunda (como é conhecida na atualidade, referindo-me ao conceito contemporâneo de bunda; ou seja, a bunda como ela é) são os africanos. Mais especificamente, os angolanos e os cabo-verdianos. Para ser ainda mais preciso, as angolanas e as cabo-verdianas. Foram elas, angolanas e cabo-verdianas, que, ao chegarem ao Brasil durante as trevas da escravatura, revolucionaram tudo o que se sabia sobre bunda, até então. Foi assim: naquela época, a palavra bunda não existia. Os portugueses, quando queriam falar a respeito das nádegas de uma cachopa, diziam, exatamente isto: nádegas; ou região glútea (tanto fazia). Aí, os escravos angolanos e cabo-verdianos chegaram ao Brasil. Só que eles não eram conhecidos como angolanos nem cabo-verdianos. Eram os “bantos”, chamados bundos, e falavam o idioma "ambundo", ou "quimbundo": a língua bunda, enfim.  Os bundos, em especial as mulheres bundas, possuíam a tal região glútea muito mais sólida, avantajada, glob...